
Desemprego em 5,2%: Taxa Trimestral Atinge Menor Nível Desde 2012 e Supera Expectativas do Mercado
A taxa de desocupação no Brasil registrou uma queda significativa, alcançando 5,2% no terceiro trimestre do ano. Este índice representa o menor patamar para o período desde 2012, demonstrando uma recuperação robusta do mercado de trabalho nacional.
Comparativamente, o índice de desocupação era de 5,4% no segundo trimestre deste ano, e de 5,6% no mesmo período do ano anterior, indicando uma tendência de queda consistente. A pesquisa é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os números revelam um cenário promissor, com a população desocupada diminuindo para 5,6 milhões de pessoas, uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior. No acumulado anual, a queda foi ainda mais expressiva, com menos 417 mil pessoas desocupadas, totalizando 6,9% a menos em comparação com o mesmo trimestre de 2025.
População Ocupada em Alta Histórica
Em contrapartida, a população ocupada atingiu um novo recorde, somando 103,6 milhões de pessoas. Houve um aumento de 0,6% no trimestre, o que representa 581 mil novos postos de trabalho, e um crescimento de 1,2% no ano, com a adição de 1,2 milhão de brasileiros ao mercado de trabalho.
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, também alcançou um pico histórico de 59%. Este resultado representa um avanço de 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e demonstra estabilidade quando comparado ao mesmo período do ano passado, que registrou 58,7%.
Informalidade e Rendimentos em Destaque
A taxa de informalidade se manteve em 37,5% da população ocupada, o que equivale a 38,8 milhões de trabalhadores. Este índice apresentou uma leve variação em relação ao trimestre anterior (37,4%) e ao ano anterior (37,8%), indicando uma relativa estabilidade neste segmento do mercado.
O rendimento real habitual médio dos trabalhadores foi de R$ 3.790, permanecendo estável no trimestre, mas apresentando um crescimento anual de 3,6%, o que representa um aumento de R$ 131. A massa de rendimento real habitual, que atingiu R$ 387,5 bilhões, também alcançou o maior valor da série histórica.
Houve uma alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões) na massa de rendimento, reforçando a melhora geral nas condições financeiras dos trabalhadores brasileiros, conforme dados divulgados pelo IBGE.





