João Azevedo nega aval para saída de políticos do PSB e critica escolhas eleitorais baseadas em “contas”

Ex-governador João Azevedo desmente acertos para debandada no PSB e critica “contas” na política

O ex-governador João Azevedo (PSB) veio a público neste final de semana para **negar veementemente qualquer tipo de acordo ou aval** para que lideranças políticas deixassem o partido durante a janela partidária. Segundo ele, as saídas foram resultado de **escolhas individuais** de cada filiado.

Azevedo fez questão de frisar que não possui qualquer problema com os que decidiram migrar para outras legendas. Ele reforçou que as decisões foram **pessoais** e que cada um seguiu o caminho que considerou melhor para sua trajetória política.

“Eu não tenho problema nenhuma com quem quer que tenha deixado o partido. Fez porque foram escolhas pessoais. Tem uns que ousam dizer que houve o aval do partido, não, o aval do partido de forma nenhuma ao que houve foram escolhas pessoais. Essas escolhas determinaram os lugares onde estão. Que façam o seu papel”, declarou o socialista.

Críticas à política de “contas”

Além de esclarecer a situação das saídas, João Azevedo aproveitou para **criticar a postura de políticos que trocam de partido visando apenas o conforto eleitoral**. Ele expressou preocupação com a prática de tomar decisões baseadas em meros cálculos e conveniências.

Para o ex-governador, a política vai muito além de simples contas e interesses momentâneos. Ele defende que as agremiações partidárias devem ser formadas por pessoas que compartilham de **identidade ideológica, ideais e princípios comuns**.

Importância da identidade ideológica

Azevedo ressaltou a importância de os políticos estarem alinhados com os valores e objetivos do partido que representam. Ele alertou que a ausência dessa conexão pode levar a uma **percepção de falsidade** por parte do eleitorado e da própria classe política.

“Na verdade somos fruto das nossas escolhas. Cada um escolhe o seu caminho. Me preocupa quando muitas vezes essas escolhas são feitas fazendo contas. Eu acho que a política é mais que conta. Tem que ter no mínimo identidade ideológica. As pessoas têm que estar agregadas a partidos identidade ideológicas, ideais e partidários sejam o que você defende porque senão vai parecer uma coisa falsa”, avaliou.

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