Câmara de Cabedelo se posiciona após operação contra o prefeito Edvaldo Neto e promete seguir com serenidade e compromisso com o interesse público.
A Câmara Municipal de Cabedelo emitiu um comunicado oficial na tarde desta terça-feira (14), abordando a operação deflagrada pela Polícia Federal que resultou no afastamento do prefeito eleito da cidade, Edvaldo Neto (Avante), e de auxiliares da gestão. O Poder Legislativo assegurou que acompanhará o desenrolar dos fatos com atenção e respeito às instituições.
Em nota, a presidência da Casa Legislativa declarou que seguirá exercendo suas atribuições constitucionais com responsabilidade, equilíbrio e transparência, garantindo a continuidade dos trabalhos e a defesa do interesse coletivo.
A Câmara ressaltou a necessidade de serenidade e prudência neste momento, reiterando que todas as ações serão pautadas pelo respeito ao devido processo legal, às decisões judiciais e à preservação da normalidade administrativa do município. Conforme divulgado pela Câmara Municipal de Cabedelo, o momento exige compromisso com o interesse público.
Entenda a Operação Cítrico da Polícia Federal
O prefeito Edvaldo Neto foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (14) em decorrência da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura a suposta existência de uma organização criminosa envolvida em fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.
Além do prefeito, a operação também teve como alvos auxiliares da gestão municipal, o ex-prefeito Vitor Hugo e o secretário de Gestão Governamental de João Pessoa, Rougger Guerra. A investigação aponta para a contratação fraudulenta de empresas ligadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, vinculada ao “Comando Vermelho”.
Esquema milionário e envolvimento de facções criminosas
De acordo com as apurações, o esquema investigado teria se valido da infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, promovendo a circulação de valores públicos em favor do crime organizado. Contratos administrativos teriam sido utilizados como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.
A investigação revelou um suposto consórcio entre agentes políticos, empresários e integrantes de organização criminosa, visando a perpetuação de contratos milionários que poderiam chegar a R$ 270 milhões de reais, com distribuição de vantagens ilícitas. Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares pessoais.
Força-tarefa e próximos passos da investigação
As diligências da Operação Cítrico estão sendo executadas em regime de força-tarefa, envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (através do GAECO) e a Controladoria-Geral da União. A Polícia Federal informou que a investigação segue em andamento e os fatos apurados poderão ensejar responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.



