
Declaração da chefe do executivo pernambucano sobre a superioridade do festejo caruaruense gera burburinho e reações acaloradas entre os entusiastas dos maiores eventos juninos do nordeste
Pernambuco teve seu cenário junino aquecido por uma declaração da governadora Raquel Lyra (PSD), que, em tom divertido, colocou o São João de Caruaru como o “melhor do Brasil”. A fala, proferida em meio ao clima das tradicionais festas, reacendeu a antiga rivalidade com o São João de Campina Grande, na Paraíba, e rapidamente se espalhou pelas plataformas digitais, conforme noticiado pelo portal Fonte83.
A gestora pernambucana aproveitou a oportunidade para exaltar a grandiosidade e a força cultural do evento em Caruaru, muitas vezes aclamado como o maior São João global. No entanto, o ponto central que capturou a atenção do público foi sua comparação bem-humorada com a festividade paraibana.
Raquel Lyra propôs um “roteiro junino” para os turistas, mas não poupou uma brincadeira aos paraibanos.
“Você vai pro São João de Campina, depois pro São João de Caruaru. Desculpa, Campina. Campina é o segundo melhor São João do Brasil… primeiro vá pro de Campina, depois vá pro de Caruaru. Porque depois, se você for primeiro pro de Caruaru, depois pra Campina, vai ficar meio sem graça. Brincadeira, tá?”
A repercussão da declaração nas redes sociais foi imediata, com internautas dividindo opiniões. Enquanto alguns abraçaram o espírito da rivalidade saudável, outros se manifestaram em defesa do prestígio do evento paraibano.
A disputa sobre qual São João é o maior ou melhor, entre Caruaru e Campina Grande, é um elemento cultural arraigado no imaginário popular do Nordeste. Ambos os festejos detêm reconhecimento nacional, atraindo milhares de visitantes anualmente com suas vastas programações culturais e dimensão impressionante.
Apesar do caráter provocativo, o modo como a governadora apresentou seus comentários foi amplamente percebido como descontraído. Essa abordagem reforça o caráter festivo do período junino, que celebra as ricas tradições nordestinas e a vitalidade da cultura popular da região.






