Escotismo no Rio: Mais de 4 mil pessoas celebram o Grande Jogo Regional com atividades educativas e de integração

Movimento escoteiro reúne mais de 4 mil pessoas em evento no Rio

O Grande Jogo Regional 2026, o maior evento do calendário escoteiro fluminense, tomou conta do Aterro do Flamengo neste domingo (26). Mais de 4.300 crianças, adolescentes, jovens e adultos filiados à União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ) participaram das atividades.

O encontro é parte das celebrações da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, comemorado em 23 de abril. A tradição de realizar o evento no Aterro do Flamengo remonta à década de 1980, segundo Edinilson Régis, diretor-presidente da UEB-RJ.

“Reunimos os escoteiros de todo o estado, de várias unidades escoteiras e de todas as faixas etárias, começando a partir de 5 anos até 22 anos de idade”, explicou Régis em entrevista à Agência Brasil. Ele destacou que o método educativo escoteiro é baseado no trabalho em equipe, na cooperação e no protagonismo juvenil.

Atividades educativas e de integração

Durante o Grande Jogo Regional, os participantes vivenciaram um percurso com diversas atividades educativas e de integração. Essas dinâmicas visam demonstrar conhecimentos adquiridos e promover novos aprendizados, estimulando a criatividade e abordando temas complexos, como primeiros socorros.

As atividades começaram por volta das 9h e se estenderam até as 15h. Ao final do dia, os escoteiros se reuniram para uma concentração onde foram divulgados os resultados alcançados.

Formação de cidadãos e desenvolvimento pessoal

Pais e educadores presentes no evento ressaltaram a importância do escotismo na formação de indivíduos. Ellisiane Pereira, mãe de um jovem escoteiro, descreveu o sentimento de acolhimento e a notável evolução do filho desde que ingressou no movimento. “Ele se sentiu acolhido, a família toda foi acolhida. A evolução dele como ser humano é gritante”, afirmou.

Gabriel Handl, educador escoteiro há 10 anos, complementa que as atividades vão além do contato com a natureza. “As atividades que a gente faz no escotismo são muito mais do que vida ao ar livre e acampamentos. São para formar pessoas boas para o mundo”, disse.

Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, que é escoteiro há sete, compartilhou que o movimento foi fundamental em seu crescimento pessoal. “Eu pude crescer, aprendi o senso de liderança e pude evoluir como pessoa. Uma das coisas que mais contribuíram na minha vida, sem dúvida, foi o movimento escoteiro”, declarou.

Escotismo: Educação não formal com valores universais

Edinilson Régis explicou que o escotismo é considerado uma área de educação não formal, que complementa o aprendizado escolar através de atividades práticas, contato com a natureza e vivência em grupo. O método “aprender fazendo” incentiva crianças e jovens a serem protagonistas de seu desenvolvimento e agentes de transformação em suas comunidades.

Os princípios do escotismo incluem o respeito ao meio ambiente, a cidadania e o desenvolvimento físico. “E nós trabalhamos vários princípios. O meio ambiente, com certeza, é um deles. Desde os primórdios do escotismo, nós já falávamos de conservação”, ressaltou Régis.

As atividades são adaptadas para cada faixa etária, desde o lúdico nos ramos lobinho e filhote, com personagens e histórias, até os acampamentos e atividades de campo para os ramos mais velhos. O objetivo é desenvolver a independência, o respeito ao próximo e a obediência à Lei Escoteira, que abrange valores como lealdade, altruísmo e amizade.

O Movimento Escoteiro foi fundado em 1907 pelo inglês Robert Baden-Powell e hoje está presente em mais de 170 países. No Brasil, a União dos Escoteiros foi fundada em 4 de novembro de 1924, disseminando os valores de fraternidade, lealdade e respeito à natureza entre gerações de jovens.

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