Show de Henry Freitas em João Pessoa é Cancelado de Última Hora por Abuso Sonoro; Casa de Eventos Acusa Perseguição

Um show aguardado do cantor Henry Freitas, que estava programado para esta sexta-feira (15) em João Pessoa, foi abruptamente cancelado pouco antes do artista subir ao palco. O evento, que aconteceria na casa de eventos Lagoon Celebration, no Portal do Sol, teve seu encerramento determinado pelas autoridades ambientais.

O público já se encontrava no local quando a suspensão foi anunciada. Em nota oficial divulgada posteriormente, a direção da Lagoon Celebration informou que a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) embargaram o estabelecimento. A empresa classificou a ação como uma “perseguição injusta” e anunciou a intenção de judicializar o caso.

“A festa estava linda, dentro dos padrões exigidos e totalmente licenciada. Todos os artistas se apresentaram normalmente. No entanto, no momento em que Henry Freitas subiria ao palco, fomos alvo de uma perseguição injusta: o evento foi interditado sem qualquer notificação prévia, caracterizando abuso de poder”, declarou a empresa em seu comunicado.

Em contraponto, a Semam explicou ao portal MaisPB que a interdição ocorreu devido à “detecção do descumprimento de normas ambientais”. A Sudema, por sua vez, esclareceu que a medida atende a um pedido de fiscalização do Ministério Público da Paraíba e que o cancelamento do show se deu por “irregularidades técnicas na emissão sonora”.

As equipes dos órgãos ambientais presentes no local constataram que os níveis de emissão sonora ultrapassavam os limites permitidos pela legislação vigente. Em decorrência disso, houve a apreensão de equipamentos de som e o embargo do estabelecimento, impedindo a continuidade do evento.

“Durante a realização do evento, foram efetuadas aferições técnicas de emissão sonora, que constataram níveis acima dos limites estabelecidos pela legislação e pelas normas técnicas aplicáveis, caracterizando poluição sonora”, detalhou a Sudema em sua justificativa para a ação.

Esta não é a primeira vez que a Lagoon Celebration enfrenta problemas com órgãos ambientais. Em julho do ano passado, a mesma casa de shows já havia sido embargada. Na ocasião, a medida também foi resultado de uma recomendação do Ministério Público da Paraíba, que buscava firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa e a Semam.

O objetivo do TAC era estabelecer regras claras quanto ao isolamento acústico do local, especialmente em dias de eventos de grande porte, visando mitigar os impactos sonoros na vizinhança. A reincidência da situação levanta questionamentos sobre as adequações acústicas do estabelecimento e o cumprimento das normas ambientais estabelecidas para casas de shows na capital paraibana.

Deixe uma resposta