
O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (16) sob forte apreensão. O dólar voltou a subir, aproximando-se da marca de R$ 5,10, impulsionado tanto pelo cenário internacional quanto por medidas protecionistas dos Estados Unidos. A bolsa de valores brasileira também sentiu o impacto, registrando perdas significativas.
A divisa americana fechou o dia cotada a R$ 5,098, com uma alta de 0,40%. Durante o pregão, o dólar chegou a atingir R$ 5,11, refletindo a força da moeda dos EUA no exterior e a cautela dos investidores com as novas tarifas sobre produtos brasileiros. Apesar da alta do dia, o dólar acumula uma queda de 7,12% no ano de 2026.
No cenário doméstico, a confirmação de uma tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos gerou preocupação. Embora a lista de exceções tenha sido maior do que o esperado, a medida aumenta a incerteza sobre os efeitos em alguns setores da economia e no fluxo cambial do país.
Conforme informação divulgada pelo g1, os mercados financeiros encerraram a quinta-feira (16) em clima de cautela. O dólar voltou a subir e fechou próximo de R$ 5,10, refletindo o fortalecimento da moeda estadunidense no exterior e os efeitos da confirmação de tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras.
Mercado Americano e Dados Econômicos Fortalecem o Dólar
A valorização do dólar foi significativamente influenciada pelo cenário externo favorável à moeda americana. Dados recentes da economia dos Estados Unidos indicaram um mercado de trabalho robusto e um consumo aquecido, o que reforça a expectativa de que o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) mantenha as taxas de juros elevadas por mais tempo. Essa política monetária restritiva nos EUA tende a atrair capital estrangeiro, fortalecendo o dólar frente a moedas de países emergentes, como o real.
Os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA somaram 208 mil, um número inferior às previsões de 217 mil. Além disso, as vendas no varejo apresentaram um crescimento de 0,2% em junho, em linha com as expectativas. Esses indicadores sugerem uma economia americana resiliente, o que sustenta a perspectiva de juros altos.
Bolsa Brasileira Acompanha Aversão ao Risco
A bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, também sofreu com o clima de aversão ao risco. O índice fechou em queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos. Com essa desvalorização, o Ibovespa acumula uma perda de 2,27% na semana, embora ainda mantenha uma alta de 7,88% no ano.
A piora do ambiente internacional, somada às incertezas sobre os impactos do tarifaço americano e a possibilidade de retaliação por parte do Brasil através da Lei da Reciprocidade, pesaram sobre o mercado. As ações de maior peso no índice, como as da Petrobras e de mineradoras, registraram perdas, acompanhando a desvalorização do petróleo e do minério de ferro, respectivamente.
Petróleo em Queda Apesar da Tensão no Oriente Médio
Em um movimento surpreendente, os preços internacionais do petróleo fecharam em queda, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio. O petróleo tipo Brent recuou 0,85%, cotado a US$ 84,23, enquanto o barril WTI, do Texas, caiu 0,82%, terminando o dia a US$ 78,95.
O mercado esteve atento às novas ameaças dos rebeldes houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e à possibilidade de interrupções nas rotas marítimas estratégicas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz. Apesar da queda no dia, os investidores continuam monitorando o risco de novas interrupções na oferta global de petróleo, um cenário que mantém um prêmio de risco geopolítico nos preços da commodity.
Os dados apresentados refletem um momento de grande volatilidade e incerteza nos mercados globais e domésticos, exigindo atenção redobrada dos investidores.






