
O Brasil iniciou o segundo semestre com um saldo positivo na geração de empregos formais. Em junho, o país registrou a criação de 145.161 vagas com carteira assinada, impulsionado principalmente pelo setor de Serviços.
O resultado positivo é fruto de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O estoque de empregos formais atingiu 48.032.308, representando um crescimento de 0,30% em relação ao mês anterior.
Apesar do saldo animador, o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que o número de vagas criadas em junho ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando foram geradas 161.999 oportunidades. Segundo o ministro, a política de juros do Banco Central (BC) é o principal fator que **contrai a economia** e impede um desempenho ainda melhor.
Serviços e Agropecuária Lideram a Geração de Empregos
Todos os cinco grandes agrupamentos econômicos apresentaram resultados positivos em junho. O setor de Serviços liderou a criação de empregos, com 74.514 postos, seguido pela Agropecuária, que registrou 22.898 vagas. O Comércio também contribuiu positivamente com 19.177 postos, enquanto a Indústria adicionou 4.438 e a Construção Civil gerou 14.136 vagas.
Regiões e Estados Mostram Desempenho Variado
A região Sudeste foi a que mais gerou empregos em junho, com 70.383 postos, um aumento de 0,29% em relação a maio. O Nordeste aparece em seguida, com 34.433 postos e um crescimento de 0,43%. O Centro-Oeste registrou 19.617 vagas (0,46%), o Sul adicionou 10.453 postos (0,12%) e o Norte, 9.633 vagas (0,40%).
Entre os estados, 25 tiveram saldo positivo. São Paulo se destacou em números absolutos, com 34.981 postos criados. Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856) também apresentaram resultados expressivos. Em contrapartida, Espírito Santo registrou um saldo negativo de 2.259 vagas, e Tocantins, de 135 postos.
Salário Médio e Jovens no Mercado de Trabalho
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34, representando um aumento real de R$ 16,90 em comparação com o mês anterior. Os jovens de 18 a 24 anos foram os que mais se beneficiaram das novas contratações, respondendo por 100.597 vagas. Adolescentes até 17 anos somaram 24.833 vagas.
Trabalhadores de cor parda representaram 106.176 postos, enquanto brancos registraram 28.636 e pretos, 20.199. O ministro Luiz Marinho atribui a desaceleração na criação de empregos à **taxa de juros elevada** praticada pelo Banco Central, que, segundo ele, **desestimula o investimento e o consumo**.
Marinho também mencionou o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e os conflitos internacionais como fatores que afetam o desempenho da economia. Apesar das ressalvas, o ministro enfatizou que os números de junho são **positivos diante do cenário econômico desafiador**.






