Lígia Feliciano assume a vice-governadoria em meio a controvérsias e expectativas políticas em Campina Grande
A recente nomeação de Lígia Feliciano para o cargo de vice-governadora tem gerado intensos debates no cenário político paraibano, especialmente em Campina Grande. A escolha, baseada em laços familiares e políticos, como esposa do deputado federal Damião Feliciano e mãe de Gustavo (ministro do Turismo) e Renato Feliciano, suplente de Nabor Wanderley, foi vista por alguns como uma decisão que prioriza a proximidade e não necessariamente a melhor opção para o eleitorado.
A decisão de indicar Lígia Feliciano, que já ocupou o posto de vice-governadora anteriormente, levanta memórias de um período marcado pela desconfiança, conforme relatos de quem acompanhou a gestão. A fonte aponta que a relação entre ela e o então governador Ricardo Coutinho, na época filiado ao PSB, enquanto ela pertencia ao PDT, foi permeada por incertezas.
A repercussão negativa em torno do nome de Lígia Feliciano não se limitou a um grupo. A indicação pode ter desagradado diversas figuras importantes, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, que aguarda-se um pronunciamento oficial. Em contrapartida, o PT parece ter visto a escolha com bons olhos, uma vez que trabalhou ativamente para afastar o nome da coronel Viviane Vieira da disputa, rotulando-a indevidamente como “bolsonarista” apenas por sua formação militar, o que a fonte classifica como puro preconceito.
O Legado de Ricardo Coutinho e a Confiança Política
Uma figura chave para entender as nuances dessa escolha é o ex-governador Ricardo Coutinho. Ele, que enfrentou dificuldades e a Operação Calvário, teria se afastado do cargo para concorrer ao Senado, uma jogada política que, segundo a fonte, seria facilmente vitoriosa na época. A experiência de Coutinho com a gestão anterior, onde Lígia Feliciano também atuou como vice, oferece um panorama importante sobre os desafios e as dinâmicas de poder envolvidas.
A Estratégia da Chapa Pura de Campina Grande
A decisão de formar uma chapa pura de Campina Grande, com Lígia Feliciano como vice, é um ponto central da discussão. Essa estratégia, embora busque fortalecer a representatividade da cidade, pode ter sido interpretada como uma limitação na busca por alianças mais amplas e diversificadas. A fonte sugere que o governador Lucas Ribeiro pode não ter escolhido a melhor opção ao optar por essa formação.
Reações e Expectativas no Cenário Político
Enquanto o PT celebra a exclusão de Viviane Vieira, outros atores políticos demonstram insatisfação. A expectativa agora recai sobre o pronunciamento de Adriano Galdino, presidente da Assembleia, que poderá dar novas direções ao debate. A polarização em torno da escolha de Lígia Feliciano indica um período de intensas negociações e possíveis realinhamentos no estado.
O Critério de Escolha: Família e Política em Evidência
A esposa do deputado federal Damião Feliciano e mãe de Gustavo e Renato Feliciano, ambos com sobrenome que ressoa na política local, parece ter sido o principal critério para a escolha de Lucas Ribeiro. Essa conexão familiar, embora comum na política, levanta questionamentos sobre a transparência e a meritocracia no processo de seleção de candidatos para cargos de tamanha relevância.


