A decisão de Lula de impor Lígia Feliciano como vice de Lucas Ribeiro na Paraíba causa turbulência política e pode ter consequências eleitorais graves para o PT.
A escolha da médica Lígia Feliciano para compor a chapa de Lucas Ribeiro, candidato à reeleição de governador na Paraíba, tem gerado um forte descontentamento em diversos setores políticos do estado. A decisão, que não era a preferência inicial de Ribeiro, foi apresentada como uma imposição vinda diretamente do Palácio do Planalto, em Brasília, sinalizando a forte influência do presidente Lula nas articulações locais.
Essa imposição, descrita como um “empurrão de goela abaixo”, deixa o governador em uma posição delicada, sem poder de barganha e com a responsabilidade de defender uma escolha que não partiu dele. A consequência direta é que o PT paraibano pode se tornar o principal alvo de críticas e responsabilização em caso de uma eventual derrota da chapa nas urnas, um cenário que, segundo as fontes, é uma possibilidade real.
A repercussão negativa já é sentida, e o desconforto se estende a partidos aliados, como o PDT de Carlos Lupi, que defendia a indicação de Rafaela Camaraense. A rapidez com que o PDT rompeu com a aliança levanta questionamentos sobre a estratégia do partido e se essa ruptura rápida foi a melhor decisão diante do impasse político gerado pela imposição de Lígia Feliciano.
Imposição de Brasília e o futuro do PT paraibano
A determinação de Brasília, liderada por Lula, para que o PT apoiasse a escolha de Lígia Feliciano como vice de Lucas Ribeiro, causou um rastro de insatisfação na Paraíba. A médica, embora nome respeitado, não era a opção preferencial do candidato à reeleição, que foi forçado a aceitar a indicação vinda do Planalto. Essa situação coloca o governador em uma posição de fragilidade política, visto que a decisão não partiu de sua própria articulação.
O impacto dessa articulação recai diretamente sobre o **PT paraibano**, que agora corre o risco de arcar com o ônus de uma possível derrota eleitoral. A fonte aponta que, diante do cenário já estabelecido, não há mais o que fazer senão seguir em frente e lidar com a repercussão negativa, na esperança de que o eleitorado esqueça o descontentamento.
PDT rompe com a aliança e critica escolha de Lígia Feliciano
O descontentamento com a imposição de Lígia Feliciano se estende ao **PDT**, partido comandado por Carlos Lupi. O partido defendia a candidatura de Rafaela Camaraense e a escolha de Lígia gerou um rompimento rápido e contundente. A fonte questiona se essa ruptura imediata foi a melhor estratégia para o PDT, argumentando que a indicação do partido para a vice-governadoria acabou por colocá-lo em uma posição desconfortável, desvinculado da orientação partidária.
Essa situação levanta a possibilidade de medidas internas no PDT, como a **expulsão** de membros que não seguiram a linha oficial do partido. A falta de alinhamento e a insatisfação com a forma como a aliança foi costurada evidenciam a complexidade das negociações políticas na Paraíba e as consequências das decisões tomadas em esferas superiores de poder.
Descontentamento geral e a estratégia de seguir em frente
Apesar das críticas e do descontentamento generalizado, a orientação é de **seguir em frente** com a chapa formada por Lucas Ribeiro e Lígia Feliciano. A fonte descreve a situação como “m*** feita”, indicando que não há mais margem para manobras ou alterações. O foco agora é tentar mitigar os efeitos negativos e esperar que o tempo e a campanha eleitoral consigam diluir a insatisfação demonstrada por parte do eleitorado e de aliados políticos.
A articulação política na Paraíba, marcada pela intervenção direta de Lula, demonstra como as decisões nacionais podem impactar profundamente as dinâmicas regionais. O PT local, que deveria ser beneficiado pela aliança, pode acabar pagando um preço alto por uma escolha que não foi sua, evidenciando a complexidade e os riscos das **alianças políticas** em períodos eleitorais.


