Turista do Paraná é Resgatada da Paraíba Após Crise Neurológica Grave e Retorna para Casa para Continuar Tratamento

Síndrome de Guillain-Barré: Turista do Paraná é transferida da Paraíba para casa após tratamento intensivo e retorno à família.

Uma viagem de turismo a João Pessoa, na Paraíba, transformou-se em um drama de saúde para uma turista paranaense de 63 anos. Diagnosticada com a grave Síndrome de Guillain-Barré, a paciente precisou de um complexo atendimento médico e uma mobilização interestadual para retornar ao Paraná e dar continuidade ao tratamento, conforme divulgado pelo MaisPB.

A condição neurológica rara exigiu cuidados intensivos e a colaboração de profissionais de saúde de dois estados. Após semanas de internação e estabilização clínica, a mulher pôde finalmente voltar para perto de seus familiares, marcando uma nova etapa em sua recuperação.

O caso ressalta a importância da rede de saúde integrada e do acolhimento humanizado em momentos de fragilidade, mesmo longe de casa. Acompanhe os detalhes dessa jornada de cuidado e esperança.

Atendimento de Emergência e Diagnóstico Complexo

A turista paranaense começou a sentir os sintomas neurológicos agudos enquanto estava em João Pessoa. Inicialmente, foi levada a um hospital de emergência com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. No entanto, durante o atendimento, sofreu uma parada cardiorrespiratória, sendo encaminhada imediatamente para a sala vermelha, reservada para pacientes em estado crítico.

Após manobras de reanimação, houve retorno da circulação espontânea. Exames de imagem, contudo, não confirmaram o AVC. A equipe médica, então, passou a investigar a hipótese de Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que ataca os nervos periféricos. Diante da gravidade do quadro, a paciente foi transferida para o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, referência em neurologia na Paraíba, onde foi admitida diretamente na UTI Neurológica.

Tratamento Intensivo e Estabilização Clínica

No Hospital Metropolitano, a paciente recebeu tratamento especializado com imunoglobulina, hidratação e medidas de suporte. Durante a internação, foram necessários procedimentos para assistência respiratória, incluindo traqueostomia. A coordenadora médica do Núcleo Interno de Regulação do hospital, Carol Lucena, destacou o empenho das equipes no cuidado intensivo.

“Aqui ela foi conduzida na UTI neurológica com toda a equipe de prontidão, e neste tempo que ela esteve aqui, foi extubada e fez traqueostomia”, relatou Lucena, ressaltando a evolução clínica favorável que permitiu a próxima etapa.

Transferência Interestadual: Um Retorno para Casa

Com a estabilização clínica, as equipes iniciaram a organização da transferência interestadual. O objetivo principal era garantir a continuidade do tratamento e permitir que a paciente permanecesse próxima de sua rede de apoio familiar. A operação foi concretizada em 23 de setembro, com o apoio essencial do estado do Paraná, que disponibilizou uma aeronave para o transporte.

A paciente viajou acompanhada do esposo, em um voo de aproximadamente quatro horas, com todo o suporte necessário durante o deslocamento. O destino final foi o Hospital do Rocio, em Campo Largo, no Paraná, onde ela foi recebida para prosseguir com sua recuperação.

Agradecimento e Humanização no Cuidado

O esposo da paciente, José Amâncio dos Santos, morador de Palmeira, no Paraná, acompanhou toda a jornada e fez questão de agradecer o acolhimento recebido. “Queria agradecer a todo o atendimento que tivemos nos dois lugares, aos médicos. É uma questão de humanização tratar gente como gente, a gente sai do Paraná e chega aqui e é bem tratado”, afirmou.

Ele enfatizou a importância da atenção dos profissionais, que fizeram a diferença durante o período de incerteza e longe de casa. A transferência para o Paraná marca o fim de um ciclo de cuidados em outro estado e o início de uma nova fase de recuperação, agora cercada pelo carinho e suporte da família.

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