
Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5 antes do segundo turno das eleições, enquanto tensões globais elevam o petróleo
O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de ajustes e cautela nesta sexta-feira, último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. O **dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 4,993**, marcando um fechamento abaixo da barreira psicológica de R$ 5 pela primeira vez desde 9 de outubro. Na semana, a moeda acumulou uma **desvalorização de 1,58%** frente ao real, revertendo parte das perdas da semana anterior.
A força do real no cenário internacional foi notável, mesmo com a valorização do dólar americano em relação a outras moedas fortes globais. O índice DXY, que mede a força do dólar, apresentou leve alta no período. Esse desempenho positivo da moeda brasileira reflete o posicionamento dos investidores em antecipação ao resultado da disputa eleitoral.
Paralelamente, o preço do petróleo Brent atingiu seu maior patamar desde abril, impulsionado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Conflitos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além de confrontos no Iêmen, aumentam os temores sobre a segurança do fornecimento global de energia. Essas informações foram divulgadas pelo g1.
Ibovespa em alta em dia de ajustes pré-eleitorais
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, acompanhou o movimento de otimismo, fechando em **alta de 0,47%**, aos 205.082,56 pontos. Apesar do avanço semanal modesto de 0,17%, o índice demonstra resiliência em meio à incerteza eleitoral. No acumulado de outubro, a bolsa registra uma valorização expressiva de 10,06%, e no ano, a alta chega a 27,28%.
A sessão foi marcada pela performance positiva de ações de empresas ligadas ao setor de petróleo e mineração, refletindo a alta das commodities no mercado internacional. O volume financeiro negociado na sexta-feira somou R$ 30,7 bilhões, indicando um dia de movimentação intensa.
Petróleo Brent atinge pico impulsionado por conflitos no Oriente Médio
Os contratos futuros do petróleo Brent para dezembro fecharam em forte alta de 3,13%, a **US$ 116,72 por barril**, o maior valor desde abril. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também avançou 3,82%, cotado a US$ 103,27. Na semana, o Brent acumulou alta de 6,24% e o WTI, de 4,29%.
O aumento das tensões no Oriente Médio, com advertências de retaliação do Irã a possíveis ataques e confrontos na região do Golfo Pérsico, eleva o risco de interrupções no fornecimento global de petróleo. O Departamento de Energia dos EUA anunciou medidas para estabilizar o abastecimento de combustíveis diante da queda nos estoques.
Desempenho do Real e Cautela Pré-Eleitoral
O real se destacou como uma das moedas com melhor desempenho global, mesmo com a valorização do dólar em âmbito internacional. A busca por ativos de risco e a precificação do cenário eleitoral moldaram o comportamento do câmbio.
Investidores ajustaram suas posições na véspera do segundo turno, demonstrando uma cautela natural diante da definição do próximo governo. A expectativa é que a clareza política possa trazer maior previsibilidade aos mercados nos próximos meses.





