indústria em 2025: 7 estados superam média nacional, com rio e es em destaque

Indústria em 2025: 7 estados superam média nacional, com Rio e ES em destaque

Sete estados brasileiros registraram crescimento na produção industrial acima da média nacional em 2025, segundo dados do IBGE. Espírito Santo e Rio de Janeiro lideram a expansão, impulsionados por setores específicos.

Em 2025, a indústria brasileira mostrou sinais de recuperação, com um avanço de **0,6%** em relação ao ano anterior. No entanto, essa média nacional esconde realidades distintas entre as regiões do país. Sete estados conseguiram superar esse desempenho, com destaque para o **Espírito Santo**, que saltou impressionantes **11,6%**, e o **Rio de Janeiro**, com um crescimento de **5,1%**.

Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Industrial Mensal Regional, revelam que a indústria nacional é medida em 18 localidades, incluindo 17 unidades da federação com participação relevante na economia e a Região Nordeste como um todo. A pesquisa acompanha o desempenho anual para entender as dinâmicas regionais.

Rio de Janeiro e Espírito Santo: os motores do crescimento

A influência positiva do **Rio de Janeiro** na média nacional foi significativa, dada sua participação de **11,38%** na economia do país. O setor extrativo foi o grande responsável por esse impulso, com um aumento notável na extração de **petróleo e gás natural**. O vizinho **Espírito Santo** também se beneficiou do setor extrativo, registrando crescimento na extração de **petróleo, minério de ferro e gás natural**.

O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, ressaltou a importância desses estados. “O Rio de Janeiro foi impulsionado pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. O vizinho Espírito Santo, pelo crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural”, explicou.

Santa Catarina se destaca com alimentos e máquinas

Em terceiro lugar em influência positiva, **Santa Catarina** apresentou um crescimento de **3,2%**. O estado foi puxado principalmente pelos setores de **alimentos** e pela produção de **máquinas, aparelhos e materiais elétricos**. “Santa Catarina aparece como terceira maior influência, puxada principalmente pelos setores de alimentos e por máquinas, aparelhos, e materiais elétricos”, pontuou Almeida. No setor de alimentos, o destaque foi para a produção de carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe, e embutidos de carnes de suínos.

Outros estados que apresentaram crescimento na indústria acima da média nacional foram: **Rio Grande do Sul** (2,4%), **Goiás** (2,4%), **Minas Gerais** (1,3%) e **Pará** (0,8%).

Estados com crescimento abaixo da média e recuos preocupantes

Enquanto alguns estados prosperaram, outros enfrentaram desafios. **Bahia** e **Paraná** viram sua indústria crescer, mas abaixo da média nacional, com **0,3%** cada. O **Amazonas** registrou um crescimento tímido de **0,1%**.

Por outro lado, oito localidades pesquisadas apresentaram **recuo na produção industrial**. O **Rio Grande do Sul** apareceu com um desempenho negativo, embora os dados gerais do estado no início da pesquisa indiquem crescimento. O estado de **São Paulo**, que responde por um terço de toda a produção industrial brasileira, registrou uma queda de **-2,2%**, exercendo a maior pressão negativa sobre a média nacional.

Segundo Bernardo Almeida, a queda em São Paulo foi influenciada principalmente pelos setores de **derivados do petróleo**, com reduções na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas. O **setor farmacêutico** também contribuiu para o desempenho negativo, com menor fabricação de medicamentos.

Quedas expressivas em Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte

Os recuos mais acentuados foram observados em **Mato Grosso do Sul** (**-12,9%**) e **Rio Grande do Norte** (**-11,6%**). Nesses estados, a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis foi a principal responsável pelas quedas expressivas. No Rio Grande do Norte, o recuo de **23,2%** foi puxado pela produção de diesel e gasolina. Já em Mato Grosso do Sul, uma depressão de **61,5%** foi motivada pela baixa produção de álcool etílico.

Outros estados que registraram queda na produção industrial foram: **Ceará** (-0,6%), **Região Nordeste** (-0,8%), **Pernambuco** (-3,8%), **Maranhão** (-5,1%) e **Mato Grosso** (-5,8%).

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