Brasil em Onda de Emprego: 19 Estados e DF Registram Menor Desemprego Histórico em 2025, IBGE Revela

Desemprego em Mínima Histórica: Brasil Celebra Recorde em 2025 com 19 Estados e DF Abaixo da Média

O ano de 2025 se consolidou como um marco para o mercado de trabalho brasileiro. Dezenove estados e o Distrito Federal alcançaram a menor taxa de desemprego já registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Para o país como um todo, a taxa de desocupação fechou o ano em 5,6%, o menor índice desde o início da pesquisa.

Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam para um cenário de recuperação e dinamismo. A pesquisa abrange pessoas com 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação, incluindo trabalho com e sem carteira assinada, temporário e por conta própria. A definição de desocupado, segundo o IBGE, é para quem procurou ativamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.

William Kratochwill, analista da pesquisa, atribui essa mínima histórica ao **aumento do rendimento real** e ao **dinamismo observado no mercado de trabalho**. Essa combinação de fatores tem impulsionado a criação de oportunidades e melhorado a condição dos trabalhadores em diversas regiões do país, conforme informação divulgada pelo IBGE.

Estados Lideram Queda Histórica no Desemprego

Estados como Mato Grosso, com 2,2%, e Santa Catarina, com 2,3%, despontam na liderança, apresentando os índices mais baixos de desemprego. Outras unidades da federação que atingiram suas mínimas históricas incluem Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%) e Paraná (3,6%). O Rio Grande do Sul registrou 4% e Minas Gerais e Goiás, ambos com 4,6%.

São Paulo também figura entre os estados com expressiva redução do desemprego, fechando o ano em 5%. Na região Nordeste, a Paraíba registrou 6% e o Ceará, 6,5%. O Pará e o Maranhão apresentaram 6,8%, enquanto o Distrito Federal alcançou 7,5%. Amapá e Sergipe registraram 7,9%, seguidos pelo Rio Grande do Norte com 8,1% e Amazonas com 8,4%.

É importante notar que Rondônia, apesar de não ter apresentado queda na taxa em 2025, manteve um dos menores índices do país, em 3,3%. O Amazonas foi o único entre os que atingiram mínimas históricas a não apresentar queda em comparação com 2024, repetindo a marca de 8,4%.

Doze Unidades da Federação Abaixo da Média Nacional

Os dados consolidados de 2025 revelam que, das 27 unidades da federação, 12 apresentaram taxas de desemprego inferiores à média nacional de 5,6%. Isso indica que a recuperação do mercado de trabalho foi mais acentuada em diversas regiões, superando o desempenho geral do país.

Por outro lado, 15 estados registraram taxas de desemprego acima da média nacional. Destes, três estados do Nordeste figuram entre aqueles com as maiores taxas de desocupação, evidenciando as persistentes desigualdades regionais no país.

Informalidade Persiste em Regiões Críticas

Apesar do avanço no controle do desemprego, a informalidade no mercado de trabalho continua sendo um desafio. O Brasil encerrou 2025 com uma taxa de informalidade de 38,1%. Contudo, 18 estados ultrapassaram essa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste, onde a falta de garantias trabalhistas é mais acentuada.

Trabalhadores em empregos informais não contam com direitos como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias remuneradas. Os estados com maiores taxas de informalidade incluem Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%).

Distrito Federal Lidera em Rendimento Médio do Trabalhador

No que diz respeito ao rendimento médio mensal do trabalhador, o Distrito Federal se destaca significativamente, com R$ 6.320. Esse alto valor é atribuído, em grande parte, ao expressivo número de funcionários públicos na capital federal, que geralmente possuem remuneração superior à média da iniciativa privada.

Outros estados que apresentaram rendimento médio acima da média nacional (R$ 3.560) foram São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177), Santa Catarina (R$ 4.091), Paraná (R$ 4.083), Rio Grande do Sul (R$ 3.916), Mato Grosso do Sul (R$ 3.727), Mato Grosso (R$ 3.688) e Goiás (R$ 3.628).

É relevante notar que alguns estados, como São Paulo e Amazonas, ainda não atingiram seus recordes históricos de rendimento real, mesmo com a melhora geral do mercado. São Paulo, por exemplo, teve um rendimento de R$ 4.320 em 2014, em valores ajustados pela inflação.

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