Dólar em queda livre: Moeda americana recua 1,52% com esperança de paz, Bolsa de Valores sobe e petróleo Brent se estabiliza após volatilidade.
Em um dia de intensas reviravoltas no mercado financeiro, o dólar comercial registrou uma forte queda, praticamente anulando os ganhos acumulados desde o início do conflito no Oriente Médio. A moeda americana encerrou o pregão vendido a R$ 5,165, uma desvalorização de R$ 0,079, o que representa 1,52%.
A bolsa de valores brasileira acompanhou o movimento otimista, com o Ibovespa subindo 0,86% e se aproximando da marca dos 181 mil pontos. O cenário de alívio nas tensões internacionais também impactou o preço do petróleo, que recuou após atingir picos durante a madrugada.
Esses movimentos foram impulsionados por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou um possível fim para a guerra no Oriente Médio. Conforme informação divulgada pelo G1, Trump afirmou acreditar que o conflito está “praticamente concluído” e que os EUA estão “muito à frente” do cronograma inicial estimado para a guerra.
Dólar atinge menor cotação desde fevereiro com declarações de Trump
A moeda estadunidense operou de forma volátil ao longo do dia, abrindo em R$ 5,28. No entanto, com a redução das tensões internacionais e a expectativa de um desfecho para o conflito, investidores começaram a vender dólares para realizar lucros. A cotação chegou a girar em torno de R$ 5,20 antes de intensificar o recuo após as falas de Trump.
O dólar comercial fechou esta segunda-feira (9) a R$ 5,165, seu menor nível desde 27 de fevereiro, véspera do início dos bombardeios ao Irã. A divisa acumula uma queda de 5,89% em relação ao real em 2026. O euro comercial também sentiu o alívio, fechando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado, a R$ 5,99.
Bolsa de Valores reage positivamente e Ibovespa avança quase 1%
O mercado de ações brasileiro celebrou as notícias de pacificação. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia em alta de 0,86%, atingindo 180.915 pontos. O indicador operava com uma leve alta de 0,2% até as 16h, mas disparou após a entrevista de Trump à rede CBS.
A declaração do presidente americano sobre o fim da guerra teve um impacto imediato no mercado, demonstrando a forte correlação entre a geopolítica e o desempenho dos ativos financeiros. Investidores buscaram a bolsa como forma de se beneficiar da recuperação.
Petróleo Brent recua após pico com sinais de fim de guerra e anúncios do G7
Antes das declarações de Trump, o petróleo tipo Brent, referência nas negociações internacionais, apresentava forte alta, chegando a R$ 97 o barril e aproximando-se dos US$ 120 durante a madrugada. No entanto, minutos após a fala do presidente americano, a cotação despencou para cerca de US$ 88.
Além da mudança de postura de Trump, outros fatores contribuíram para a queda do petróleo. Os países do G7 anunciaram um pacote de ajuda para o setor petroleiro, e o presidente da França, Emmanuel Macron, indicou a possibilidade de enviar fragatas para proteger navios no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. Essas ações conjuntas ajudaram a aliviar a pressão sobre os preços do barril.


