Dólar despenca para R$ 5,23 com alívio externo e Bolsa de Valores dispara: entenda os motivos

Dólar em forte queda e Bolsa de Valores em alta: entenda o dia de alívio nos mercados financeiros

O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de significativo alívio nesta segunda-feira (16). O dólar comercial registrou uma forte queda, fechando próximo de R$ 5,20, acompanhando um movimento positivo no cenário internacional. Essa melhora é atribuída a diversos fatores, que juntos contribuíram para um ambiente mais favorável aos ativos brasileiros.

A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,229, com uma desvalorização de R$ 0,085, o que representa um recuo de 1,60%. Apesar de ter chegado a R$ 5,28 pela manhã, o dólar sofreu uma queda acentuada na parte da tarde, aproximando-se da mínima registrada no pregão. Essa retração ocorre após dois dias consecutivos de alta, quando a moeda havia superado a marca de R$ 5,30.

Conforme informação divulgada pelo mercado financeiro, a redução da aversão global ao risco, impulsionada principalmente pela queda nos preços do petróleo, foi um fator crucial para o desempenho positivo do real. O real se destacou entre as moedas de mercados emergentes, apresentando um dos melhores desempenhos do dia.

Petróleo em baixa e tensões geopolíticas amenizadas impulsionam o mercado

O principal catalisador por trás do otimismo nos mercados foi a queda acentuada nas cotações do petróleo. A expectativa de uma retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de cerca de 20% do petróleo global, aliviou as preocupações com a oferta. O contrato do petróleo tipo Brent, referência internacional, para maio, recuou 2,84%, embora o barril ainda permaneça acima de US$ 100 e com uma valorização expressiva de 40% no mês.

As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuíram para a diminuição da tensão geopolítica. Trump indicou que o acesso ao estreito poderá ser restabelecido em breve e mencionou a disposição de interlocutores no Irã para o diálogo. Essa sinalização levou os investidores a desmobilizarem posições defensivas que haviam sido montadas na semana anterior, em meio aos receios de uma escalada no conflito do Oriente Médio.

Bolsa de Valores reage positivamente e Ibovespa avança

Em sintonia com o ambiente externo favorável, a Bolsa de Valores brasileira (B3) também apresentou recuperação. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, avançou 1,25%, encerrando o pregão aos 179.875 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a ultrapassar os 181 mil pontos, refletindo a melhora na percepção de risco global e a queda nos preços do petróleo.

Essa recuperação na bolsa é vista como um reflexo direto do alívio nas tensões globais, especialmente aquelas ligadas ao conflito no Oriente Médio, que haviam gerado forte volatilidade nos dias anteriores. A tranquilidade no cenário internacional permitiu que os investidores retomassem uma postura mais otimista.

Fatores internos e expectativa para a reunião do Copom

No cenário doméstico, as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos também foram vistas como um fator positivo. O órgão realizou operações de recompra de papéis, o que resultou em um aumento da liquidez e na redução das tensões na curva de juros. Essa ação ajudou a derrubar as taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI).

Os investidores também ajustam suas posições de olho na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, agendada para quarta-feira (18). A expectativa predominante é de um corte mais moderado na taxa Selic, possivelmente de 0,25 ponto percentual, levando os juros de 15% para 14,75% ao ano. Alguns analistas, contudo, já consideram a possibilidade de manutenção da taxa devido às pressões inflacionárias recentes.

Mesmo com um eventual corte, o diferencial de juros do Brasil deve permanecer elevado, o que tende a sustentar a atratividade do real para investidores internacionais, reforçando o movimento de valorização da moeda brasileira.

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