Prefeito de Cabedelo Afastado: Operação Cítrico Desencadeia Apreensão de R$ 96 Mil em Dinheiro na Casa do Gestor

Afastamento e Apreensão de Dinheiro na Casa do Prefeito de Cabedelo: Entenda a Operação Cítrico

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo nesta terça-feira (14) em decorrência da deflagração da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal. A ação investiga a suspeita de formação de uma organização criminosa com atuação em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no município.

Durante o cumprimento de mandados, agentes federais apreenderam uma quantia expressiva de dinheiro em espécie. Na residência do prefeito Edvaldo Neto, foram encontrados aproximadamente R$ 96 mil. O montante estava escondido em embalagens de cosméticos da marca Natura e em caixas de papelão.

Além do dinheiro, foram localizados mais de 10 relógios de luxo da marca Rolex, cada um avaliado em mais de R$ 30 mil. No entanto, por não apresentarem irregularidades aparentes, os acessórios não foram recolhidos. As informações foram divulgadas pelo MaisPB.

Investigação Aponta para Esquema Milionário e Ligação com Facção Criminosa

A Operação Cítrico apura a suposta contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra, as quais teriam vínculos com a facção criminosa “Tropa do Amigão”, ligada ao “Comando Vermelho”. A investigação sugere a infiltração de membros dessa facção nas estruturas da Prefeitura de Cabedelo, com o objetivo de desviar recursos públicos e manter poder territorial e influência.

O esquema investigado envolveria um consórcio entre agentes políticos, empresários e integrantes da organização criminosa. O objetivo seria a perpetuação de contratos milionários, com valores que podem chegar a R$ 270 milhões, e a distribuição de vantagens ilícitas.

Alvos da Operação e Medidas Cautelares

Além de Edvaldo Neto, a operação cumpriu mandados contra auxiliares da gestão municipal, o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, e o secretário de Gestão Governamental de João Pessoa, Rougger Guerra. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares pessoais, como o afastamento de servidores públicos.

A força-tarefa é composta pela Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (através do GAECO) e a Controladoria-Geral da União. A finalidade é aprofundar a coleta de provas, preservar a investigação e impedir a continuidade das atividades criminosas.

Crimes Investigados e Próximos Passos

Segundo a Polícia Federal, a investigação segue em andamento e poderá resultar em responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa. Outros ilícitos eventualmente identificados durante a apuração também poderão ser considerados.

O dinheiro apreendido na casa do prefeito e em outros locais será analisado e rastreado para determinar sua origem e legalidade. A expectativa é que os desdobramentos da Operação Cítrico tragam mais clareza sobre a extensão do esquema e os envolvidos.

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