Professores da Paraíba aderem à paralisação nacional em busca de direitos e melhores condições de trabalho.
Professores da rede pública da Paraíba se juntaram à paralisação nacional da educação nesta quarta-feira (15), suspendendo as atividades em todos os turnos. A mobilização faz parte da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
A adesão dos educadores paraibanos à greve visa dar visibilidade a uma série de reivindicações importantes para a categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação da Paraíba (Sintep-PB), a paralisação busca avanços significativos na educação pública do estado e do país.
As principais pautas defendidas pelos professores incluem o fim da jornada de trabalho em escala 6 por 1, sem a correspondente redução salarial, e a aprovação do piso salarial nacional para os profissionais funcionários de escolas, previsto no PL 2531. Além disso, reivindicam a regulamentação da negociação coletiva no serviço público, em conformidade com a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Atos e Encontros pelo Estado
Na Paraíba, a mobilização está concentrada em atos públicos nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. Na capital, a manifestação ocorrerá na Praça dos Três Poderes, em frente à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), a partir das 9h. Em Campina Grande, o protesto se concentra no escritório de representação do Governo do Estado.
Além das principais cidades, estão previstos encontros com trabalhadores da rede em diversos municípios, incluindo Guarabira, Cuité, Monteiro, Patos, Itaporanga, Catolé do Rocha, Cajazeiras, Princesa Isabel e Itabaiana. Essas reuniões visam fortalecer a união da categoria e ampliar o alcance das reivindicações.
Reivindicações Amplas pela Valorização da Educação
Felipe Baunilha, coordenador-geral do Sintep-PB, destacou a importância da mobilização nacional. “Em defesa do fim da escala 6 por 1 na jornada de trabalho sem redução salarial, pela aprovação do piso salarial nacional para os profissionais funcionários de escolas, PL 2531, e pela regulamentação da negociação coletiva no serviço público, Convenção 151 da OIT”, explicou o coordenador.
A paralisação é um reflexo da insatisfação dos professores com as condições atuais de trabalho e a necessidade de maior investimento e reconhecimento na área da educação. A expectativa é que a mobilização gere diálogo com os órgãos competentes e resulte em avanços concretos para a categoria e para a qualidade do ensino público.



