Estudantes e professores promoveram oficinas, exposições e Mostra Pedagógica com foco no letramento racial

A escola ECI João Rogério Dias de Toledo, em Assunção, reuniu estudantes, professores, famílias e parceiros em uma programação dedicada ao letramento racial e à valorização da ancestralidade afro-nordestina. Em uma iniciativa pedagógica e cultural, a ação buscou transformar o ambiente escolar em um espaço de reflexão sobre identidade, representatividade e enfrentamento do racismo.

Segundo a reportagem de referência, “A ECI João Rogério Dias de Toledo, localizada na cidade de Assunção, 6ª GRE, promoveu, no último dia 19, a II Semana da Consciência Negra com o tema “O Nordeste é Negro””. A proposta combinou atividades artísticas e educativas, reforçando a importância do letramento racial como ferramenta para uma educação antirracista.

Oficinas e intervenções culturais

A abertura ficou a cargo do Corpo de Dança “Não Recomendados”, seguida de uma palestra sobre letramento racial e da oficina de pintura “O Pequeno Príncipe Negro”, que incentivou reflexões sobre imagem e representatividade. A programação apresentou ainda oficinas como “NegraMente”, conduzida pelo professor premiado José Hiago Soares, e “Baralho Sankofa”, realizada pelo professor Ivo Fernandes com participação de estudantes.

Houve também a Exposição Fotográfica “O Nordeste é Negro”, assinada pelo Coletivo Embrião Cultural, e o desfile “Passos de Ancestralidade”, que destacaram a estética, o orgulho e a história da cultura afrodescendente na região.

Referência pedagógica e conteúdo contra o racismo

Conforme divulgado pela escola, “A programação teve como referência a cartilha “Minha Escola é Antirracista”, que orienta práticas pedagógicas voltadas ao letramento racial e ao enfrentamento ao racismo.” Essa cartilha serviu de guia para as atividades, oferecendo orientações práticas para integrar o tema à rotina escolar, e reforçando que o letramento racial deve caminhar junto às disciplinas tradicionais.

Mostra Pedagógica e transversalidade dos saberes

A culminância ocorreu com a Mostra Pedagógica “Corpo, Cor e Cálculo: Afro-Matemática Nordestina”, que reuniu apresentações de dança, capoeira, arte e exercícios matemáticos que evidenciaram a transversalidade do conhecimento negro na formação escolar. A mostra buscou mostrar, de forma concreta, como a cultura afrodescendente contribui para diferentes áreas do saber, e como o letramento racial pode ser integrado ao currículo escolar.

Impacto local e protagonismo estudantil

A iniciativa contou com ampla participação da comunidade escolar, reafirmando o protagonismo estudantil e a valorização da cultura afrodescendente como pilares da educação pública paraibana. As atividades serviram não só para celebrar a ancestralidade, como também para fomentar debates sobre memória, linguagem, poesia e resistência, temas centrais para quem busca promover uma escola mais justa e representativa.

Ao mobilizar alunos, docentes e parceiros locais, a ação demonstrou que o letramento racial pode ser uma prática cotidiana e transformadora, capaz de qualificar o ensino e fortalecer laços comunitários em torno da igualdade e do respeito.

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