Ruy Carneiro critica decisão do grupo Cunha Lima de retirar pré-candidatura de Pedro e apoiar Cícero Lucena
O deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) declarou que a decisão do grupo Cunha Lima de retirar a pré-candidatura de Pedro Cunha Lima e apoiar Cícero Lucena (MDB) para o governo estadual foi um equívoco político. Segundo Carneiro, a estratégia deveria ter sido apresentar um nome do grupo, como Pedro, já no primeiro turno.
O parlamentar defende que, ao colocar um candidato próprio em campo desde o início, o grupo teria mais chances de avançar para um segundo turno. Caso a candidatura não prosperasse, poderiam então definir um apoio a outro nome na etapa final da disputa eleitoral.
A análise de Ruy Carneiro foi feita durante entrevista ao Programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais, nesta sexta-feira (17). Ele ressaltou que, em sua visão, o grupo perdeu uma oportunidade estratégica ao não lançar Pedro Cunha Lima ou outro representante em um primeiro momento, conforme divulgado pelo MaisPB.
Estratégia de dois turnos: A aposta perdida, segundo Ruy Carneiro
Ruy Carneiro argumentou que a eleição estadual se encaminha para um cenário de dois turnos, e pesquisas indicavam um bom desempenho para Pedro Cunha Lima. Ele lamentou que, em vez de capitalizar essa força no primeiro turno, o grupo optou por um apoio que, na sua opinião, não maximizou o potencial eleitoral.
“Foi um erro, não, porque nós teremos aqui uma eleição de dois turnos, em todas as pesquisas Pedro ia muito bem. Então, votar, estou falando do grupo que estava formado anteriormente, por exemplo, Bruno está votando em Efraim. Então, nós, no primeiro turno, você põe o seu time em campo. Aí não chegou? Você vai ter uma opção. Então isso [apoiar Cícero], sem dúvida nenhuma, foi um equívoco político”, analisou o deputado.
Pedro Cunha Lima ou outro nome: A defesa da candidatura própria
O deputado federal enfatizou que sua preferência sempre foi a candidatura de Pedro Cunha Lima, a quem ele apoiou na eleição passada. Para ele, o caminho mais correto seria manter Pedro ou lançar outro nome do grupo, como Romero, concorrendo já no primeiro turno.
“Para mim a candidatura que eu sempre trabalhei foi a candidatura de Pedro Cunha Lima, sempre, candidato que eu votei na eleição passada. O correto seria Pedro ou Romero, Pedro ou outro nome já no primeiro turno. Isso não prejudicaria Efraim em nada, porque são os mesmos campos. No segundo turno, se Pedro não fosse para o segundo turno, poderia votar em outro candidato”, opinou Ruy Carneiro.
A visão de Ruy Carneiro sobre o cenário político atual
A declaração de Ruy Carneiro joga luz sobre as estratégias e possíveis descontentamentos dentro de grupos políticos que disputam o eleitorado. A análise do deputado federal sugere que a decisão de não apresentar uma candidatura forte desde o início pode ter sido um movimento que enfraqueceu a oposição no estado.
Ainda segundo o deputado, a decisão de apoiar Cícero Lucena, ao invés de lançar uma candidatura própria, representa um **equívoco político** que pode ter custado uma oportunidade de disputa mais acirrada no primeiro turno. A **retirada da candidatura de Pedro** é vista como um ponto de inflexão negativo para o grupo.
O papel do grupo Cunha Lima e a eleição estadual
A opinião de Ruy Carneiro reflete uma interpretação sobre o **cenário eleitoral na Paraíba**. Ao criticar a estratégia adotada pelo grupo Cunha Lima, ele aponta para uma **visão de que a oposição poderia ter se fortalecido** com uma candidatura própria no primeiro turno, em vez de concentrar esforços no apoio a Cícero Lucena.
A fala do deputado federal destaca a importância de **lançar candidaturas competitivas desde o início** das campanhas, especialmente em cenários que se projetam para dois turnos. A **decisão de retirar a candidatura de Pedro Cunha Lima** é, portanto, vista como um erro estratégico que pode ter impactado o curso da eleição.

