
Janela partidária abre caminho para pelo menos duas trocas certas na bancada federal paraibana rumo a 2026
A janela partidária, que iniciou nesta quinta-feira (5) e se estenderá até 3 de abril, promete reconfigurar a representação da Paraíba na Câmara Federal. Estima-se que cerca de um terço dos deputados federais paraibanos aproveitem o período para mudar de legenda sem o risco de perderem seus mandatos. Segundo o Jornal da Paraíba, ao menos duas alterações já são consideradas concretas dentro deste cenário.
O deputado federal Mersinho Lucena tem sua saída do Progressistas (PP) praticamente definida. Essa movimentação ocorre em um contexto onde o próprio PP sinaliza com o lançamento do vice-governador Lucas Ribeiro, filho de Mersinho, para o governo. Além disso, o pai de Mersinho, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), também deixou a sigla, com intenções de disputar o cargo de governador.
Outra migração que se aproxima de um acordo fechado envolve Wellington Roberto. Ele deve deixar o Partido Liberal (PL) para se filiar ao Partido Social Democrático (PSD). Uma recente reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi amplamente interpretada como um sinal positivo para a concretização dessa transferência.
Enquanto algumas mudanças são dadas como certas, outros parlamentares ainda analisam seus próximos passos. Gervásio Maia, insatisfeito com sua atual sigla, o PSB, avalia a possibilidade de se juntar a uma das legendas que compõem a federação formada por PT, PV e PCdoB. A intenção seria fortalecer seu projeto de reeleição em 2026.
Paralelamente, diversos deputados federais da Paraíba sinalizaram que devem permanecer em seus partidos atuais. Entre eles estão os três representantes do Republicanos: Hugo Motta, Murilo Galdino e Wilson Santiago. Aguinaldo Ribeiro (PP), Cabo Gilberto (PL) e Luiz Couto (PT) também devem seguir em suas legendas. Os dois deputados do Podemos, Ruy Carneiro e Romero Rodrigues, e Damião Feliciano, do União Brasil, também devem permanecer onde estão.
A janela partidária, instituída pela minirreforma eleitoral de 2015, visa acomodar políticos eleitos sob o sistema proporcional. Este modelo garante que o mandato seja prioritariamente ligado ao partido. A regra permite a troca de filiação sem implicação de perda de mandato por infidelidade partidária, mas é restrita a parlamentares em final de mandato e eleitos por disputas proporcionais, contemplando, na prática, apenas deputados estaduais e federais em anos não municipais.





